sábado, 23 de outubro de 2010

Fazendo a coisa certa na hora certa!


Na manhã do dia 06/08 recebi uma chamada telefônica de um colega. Foi assim:

- Você soube o que aconteceu com o João?
- Não! O quê?
- Ele reagiu a um assalto e matou o cara!
- Agora?
- Não! Foi nesta madrugada!
- E ele tá bem?
- Tá tudo bem!

No mesmo dia o jornal local publicou a matéria intitulada “Ladrão é morto após tentar roubar delegado da PF”. O artigo informou o seguinte:

“Ao tentar roubar à mão armada um carro na madrugada de hoje (6), no bairro Fundinho, na região central de Uberlândia, o assaltante foi surpreendido de maneira letal. A vítima era um delegado da Polícia Federal de Uberlândia. O autor do assalto W.D.N., 36 anos, acabou morto a tiros. Ele sacou a arma contra o delegado, que atirou antes para se defender.

O delegado havia acabado de estacionar na rua e caminhava pela calçada quando foi abordado pelo assaltante. W.D.N. empunhava uma pistola calibre 380 prateada. Ele determinou que a vítima voltasse para o carro e entregasse as chaves e a carteira.

O delegado disse que pediu ao homem que se acalmasse e que entregaria tudo o que ele quisesse. A única carteira que possuía, no entanto, era a funcional, onde estava todo o dinheiro e demais documentos. Ele sacou a arma e identificou-se. Segundo o depoimento do delegado, antes que o autor atirasse, ele disparou para intimidar e dominar o assaltante.

Moradores do prédio em frente ao local do crime disseram para os policiais militares que o delegado tentou tranquilizar o autor, que demonstrava nervosismo. Mesmo depois de ser atingido, o assaltante tentou alcançar a arma no chão.

O delegado mandou que ele permanecesse imóvel e chutou a arma para fora do alcance de W.D.N. A vítima foi socorrida e levada ao Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, mas não resistiu aos ferimentos.” (JORNAL CORREIO DE UBERLÂNDIA, 2010).

Após o confronto, uma breve investigação indicou que no dia 05/08 o criminoso W.D.N., também conhecido como Will Pitbull, e três comparsas haviam deixado a cidade de Uberaba/MG rumo a Uberlândia/MG. Quando chegaram ao destino, eles decidiram roubar um carro e cometer outros crimes. Como era necessário aterrorizar a pretensa vítima (e quem sabe matá-la), eles portavam, dentre outras armas, uma pistola .380 totalmente carregada com 17 cartuchos expansivos (EXPO). A arma estava pronta, ou seja, com “bala na agulha”.

Poucas horas antes do confronto, o policial (que em breve seria a vítima da quadrilha) havia combinado uma reunião com amigos num conhecido restaurante da cidade. Como era responsável por sua própria segurança, ele portava uma pistola calibre 9 mm pronta para o uso e totalmente carregada com munição expansiva. Mas não se engane com as diferenças entre calibres e munições, porque uma arma, por si só, não é capaz de vencer uma luta. E como a diferença entre viver e morrer é medida em segundos, você precisa saber que os vencedores nos combates armados são aqueles mais preparados para reagir.

Assim, o policial estacionou e desceu do seu carro. Enquanto falava ao celular, ainda próximo à porta do veículo, ele percebeu um homem se aproximando a pé pelo meio da rua. O policial continuou observando o homem, que passou por ele e seguiu adiante. Era óbvio que algo não estava certo, mas o colega não sabia o que exatamente estava errado. Então, ele deu a volta por trás do carro e quando estava perto do porta-malas viu aquele mesmo homem retornar em sua direção. No instante em que o homem se aproximou, ele sacou aquela pistola .380 e disse: “É um assalto! Entra no carro que eu tô armado!” O assaltante, que costumava assassinar suas vítimas em casos semelhantes, ordenou que o policial entrasse no carro e ficasse no banco do passageiro. Tão logo o criminoso anunciou o roubo, ele se aproximou da porta do motorista. O policial pediu calma, deu uns passos para trás (como se fosse atender à exigência do criminoso), e quando o assaltante vacilou, ele sacou a arma, se identificou e acertou logo os três disparos iniciais.

O primeiro projétil atingiu a clavícula direita do bandido e se fragmentou, provocando um grande orifício de entrada, porém com pouca penetração. Surpreso e assustado, o assaltante se virou (no sentido horário) e ficou completamente de frente para o policial, quando recebeu o segundo tiro que perfurou o tórax na altura do mamilo esquerdo. Contudo, estes disparos não foram suficientes para causar a incapacitação imediata do agressor. O policial, que usava o carro como barricada, percebeu que o criminoso se AFASTAVA (1) ainda resistindo à ordem para se entregar. Então, o colega deixou a barricada e REENQUADROU (2) o assaltante em sua linha de visada. O bandido continuou seu giro de arma em punho quando foi atingido pelo terceiro projétil na face lateral esquerda da caixa torácica (onde se localizam as costelas falsas). Mesmo atingido por três tiros, o assaltante saiu do alcance do policial (que errou os quatro disparos seguintes) e conseguiu correr alguns metros antes de se DEITAR (3) no chão. Ele não caiu, mas se deitou dizendo: “Já deu! Já deu! Já deu!” Deitado de costas, o assaltante ainda tateava o chão à procura da arma que havia caído, quando o policial se aproximou, chutou a arma e acionou o serviço de atendimento de urgência. Imaginando a presença de outros criminosos, o policial recuou até o muro de uma casa podendo observar toda a área. Ao ouvirem e perceberem a quantidade de tiros, os comparsas fugiram, a vizinhança surgiu nas janelas e a polícia (que rondava as imediações) chegou.

Então, volto a dizer que uma arma, por si só, não é capaz de vencer uma luta; que a diferença entre viver e morrer é medida em segundos; que os vencedores nos combates armados são aqueles mais preparados para reagir.

Neste incidente, o colega foi escolhido como vítima porque se comportou como uma vítima potencial ao permanecer próximo ao carro conversando pelo telefone durante a noite. E estar armado numa situação assim não significa garantia de segurança. Além disso, o que poucas pessoas percebem é que carros e motocicletas são verdadeiras armadilhas. Se você está dentro ou próximo do seu carro, certamente você está em perigo. Então, a solução é observar o lugar antes de parar, estacionar o carro e sair logo do local desconfiando da aproximação de qualquer pessoa.

Outro aspecto importante neste episódio é que por mais que os policiais realizem acompanhamentos de criminosos, vigilâncias ou perseguições, eles jamais consideram a possibilidade de estarem eles mesmos sendo seguidos ou vigiados. E foi exatamente o que ocorreu com o policial, quer dizer, as investigações demonstraram que ele foi seguido antes de ser abordado pelo criminoso.

Felizmente, o policial foi capaz de alterar rapidamente seu estado mental e comportamental de vítima indefesa para uma situação de sobrevivência. Foi quando a presa virou predador, quando a caça virou caçador! A partir daí, ele enganou o bandido e se afastou dele; usou a traseira do carro como barricada; sacou rápido; enquadrou o alvo; se identificou; atirou aproveitando 43% dos disparos (a média de aproveitamento nos tiroteios é de 17%); só deixou a barricada para reenquadrar o alvo; só parou de atirar quando o alvo desistiu, ao invés de utilizar técnicas antiquadas como o Double Tap (que ensina o policial a atirar duas vezes e ESPERAR para ver se algo acontece enquanto ele recebe uma chuva de balas do criminoso); afastou a arma do bandido; pediu auxílio médico e se protegeu contra outras possíveis ameaças.

Além disso, este sobrevivente foi mais um que finalmente percebeu a importância de um carregador adicional, desmistificando a lenda de que “se você não resolver uma situação com cinco tiros, não vai resolver com quinze!” Ele também aprendeu que a carteira de polícia não foi feita para guardar dinheiro, CNH, RG, CPF e outros badulaques.

No mais, fico feliz que o colega tenha feito a coisa certa na hora certa! E meu desejo é que ele tenha vida longa e próspera!

Clique na imagem e acesse a ilustração do caso.
(1) “A distância é um fator importante porque se o atirador não apontar a arma direito, mesmo que ele queira atirar no alvo, existe uma boa chance dele errar. Desse modo, quanto mais LONGE do atirador, maior a margem de erro. Assim, o problema aqui não é o tamanho da arma ou do calibre, mas o tamanho do alvo que você representa para o atirador.” (Humberto Wendling, artigo “O que eu faço quando alguém está atirando?”, 2010).

(1) “Na atividade policial ou no crime, a regra diz que para se fazer uma abordagem é preciso se aproximar do alvo. Mas quando a circunstância não é favorável e a pessoa não está mais realizando uma abordagem, e sim lutando pela própria vida, a reação natural é se AFASTAR do perigo.” (Humberto Wendling, monografia “A interferência do medo e do estresse nas habilidades policiais treinadas para o enfrentamento de situações com confronto armado”, 2007).

(1) “Então, a primeira questão é se o atirador está disparando especificamente em você ou se ele está atirando em outra pessoa e os projéteis estão indo noutra direção. Estes dois cenários são relevantes para a escolha da melhor estratégia de reação. De qualquer modo, os objetivos devem ser: SAIR DA LINHA DE TIRO; SAIR DA VISÃO DO ATIRADOR e SAIR DA ÁREA. (Humberto Wendling, artigo “O que eu faço quando alguém está atirando?”, 2010).

(2) “A terceira consideração é se o atirador está realmente querendo acertar você. Se ele está decidido em fazer isso, então ele vai rastrear você até colocá-lo dentro da fatia do bolo (REENQUADRAMENTO) e se aproximar o máximo para acertar o maior número de tiros.” (Humberto Wendling, artigo “O que eu faço quando alguém está atirando?”, 2010).

(3) “A menos que o sistema nervoso central seja atingido, não há qualquer motivo para um indivíduo ser incapacitado, mesmo por um ferimento fatal, até que a hemorragia seja suficiente para diminuir a pressão sanguínea e/ou o cérebro ser privado de oxigênio. Os efeitos da dor, que poderiam contribuir enormemente para a incapacitação, são normalmente atrasados como resultado de uma séria lesão, tal como um ferimento balístico. Quando o ser humano se depara com uma ameaça, seu corpo desenvolve o Reflexo de Luta ou Fuga. Como a dor é irrelevante para a sobrevivência, ela é normalmente suprimida por algum tempo. Portanto, para ser um fator decisivo na incapacitação, primeiro a dor deve ser percebida, e então deve causar um efeito emocional.” (FBI Academy Firearms Training Unit, artigo “Handgun wounding factors and effectiveness”, 1989).

Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal e professor de armamento e tiro lotado na Delegacia de Polícia Federal de Uberlândia/MG.
E-mail: humberto.wendling@gmail.com
Blog: www.comunidadepolicial.blogspot.com

19 comentários:

  1. Humberto meu caro,
    Sou praticante de tiro e assíduo leitor do seu blog!!! Meus parabéns pelas informações aqui colocados, pois "Si Vis Pacem, Parabellum".
    Abraço,
    Wellington

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  2. Sempre completíssimos seus artigos!

    Muito instrutivo!

    Obrigado por ter esse blog ativo.

    Abraços

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  3. Este post é um dos melhores já escritos. e o desenho da representação da situação, muito bem explicada.

    Blog fantástico!
    Muito bom mesmo, Humberto.

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  4. Ótimo blog!! Parabéns pelos posts: todos claros, muito bem redigidos e com muita informação útil até para leigos como eu. Parabéns! Leandro

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  5. Humberto,

    Sou leitor assíduo do seu blog, e só tenho a agradecer pelas informações postadas.
    Atuo como Policial Civil e o blog é como uma "revisão" das aulas de técnicas operacionais. Tenho encontrado aqui, informações e fatos que remetem à reflexão sobre cotidiano policial.

    Muito obrigado.

    Abraço.

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  6. Humberto, primeiramente parabenizo por sempre trazer texto muito rico em informação e bem completo, no dia-a-dia esses detalhe que você traz faz muita diferença para nos que acompanha seu blog, pois, uma simples previsão do perigo já saímos em vantagem. Pode ter certeza que seus texto poderá salvar vidas ou se já não salvou. Segundo, fiquei feliz por ter tirado literalmente das ruas mais um peba (bandido) de Uberaba ( minha cidade natal), que pena que os outros não tiveram o mesmo caminho. Parabéns novamente e não para de postar seus texto.

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  7. Daniel Ramos de Oliveira25 de outubro de 2010 20:16

    Um ótimo artigo.Mas claro,que no meu caso,que não sou Policial(só penso em ser),jamais poderia fazer algo semelhante.Isto que tem de ser sempre alertado,pois muitas pessoas acham que podem fazer o mesmo que um Policial,que foi treinado e que sabe o que fazer neste tipo de situação,apesar que também jamais deve reagir.
    Um belíssimo artigo.Um dos melhores sobre este assunto que eu já li.Abraços ao amigo.

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  8. Show de bola pra variar... rs

    QRV!

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  9. Caro Humberto, muito obrigado por mais este artigo fantastico. Inclusive tomei a liberdade de imprimir alguns (sem cortar os creditos, claro) e deixei à disposição de meus colegas militares. Espero que seu livro saia logo e serei o primeiro a comprar. Um abraço e sucesso.

    PS: quando eu estiver formado, penso em comprar uma pistola, ja me disseram pra comprar uma 9mm, pois caso eu saia da policia poderia continuar com ela. Compro uma 9mm ou .40 mesmo? o detalhe é que a polícia cautela uma .40 pra gente, geralmente PT TAURUS 24/7.

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  10. Belo artigo Humberto. Acompanhando sempre!
    Parabéns pelo texto esclarecedor.
    Hermes
    Futuro aluno ANP =)

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  11. Vejam o vídeo e tomem cuidado ao tentar render um meliante com uma arma já na mão:
    http://www.youtube.com/watch?v=idZanMJjwn0

    Neste caso, infelizmente pra o bandido é reagir em legítima defesa procurando afastar-se do mesmo, valorizando o treinamento policial e procurando abrigo rapidamente.

    Vamos discutir o assunto por aqui. Ademais, solicito um estudo de caso a respeito. Sou formado em Direito e abri a discussão entre colegas de faculdade (hoje juízes e promotores).

    Vou passar o vídeo também para a magistrada e a promotora da comarca onde trabalho.

    Abraços,

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  12. Acabei de repassar o seguinte e-mail a colegas formados em direito, hoje policiais, promotores, advogados, juízes:

    "Amigos,

    Não nos restam dúvidas acerca dos restritos limites da legítima defesa no nosso ordenamento jurídico, não quero aqui discutí-los.

    Levanto apenas aqui uma discussão de caso. Vejam o vídeo no link abaixo e a consequência: vítima morre ao tentar render um marginal armado com um revolver, ainda em suas mãos.

    http://www.youtube.com/watch?v=idZanMJjwn0

    Estudos de casos pelo FBI demonstram que uma pessoa portando uma arma no corpo, com as mãos livres, estando enquadrada por outra, já com a arma já em punho, é capaz de sacar e balear a outra (a que já estava com a arma nas mãos), antes que esta sequer perceba.

    Isto se deve ao fato de que a "Ação" é sempre mais rápida que uma "Reação" à ameaça.

    O que o policial do vídeo fez de errado?

    Naquela situação ele tinha duas difíceis escolhas:

    "A" - Nada fazer e literalmente rezar para o marginal não perceba a sua arma na cintura ou que a carteira roubada possui uma funcional da polícia.

    "B" - Agir em legítima defesa contra ameaça de uma marginal armado - observem que arma estava nas mãos do assaltante o tempo todo. Isto por si só confirgura o "perigo iminente" à vida da vítima e de outros no local. A reação da vítima do assalto, em legítima defesa real, não pode ser outra do que afastar-se do marginal efetuando disparos até que o mesmo largue sua arma (cesse a ameça) ou cesse a atitude hostil.

    Aqui meus colegas não há que se falar em efetuar apenas um tiro ou proibição de atirar pelas costas, o que esta aqui em risco é a vida. Obsevem no vídeo que o marginal parece se render e subitamente gira o corpo e acerta a cabeça do policial, que sequer percebe o que houve e caí ao chão moribundo.

    Temos que desmitificar, no âmbito jurídico, a crença que a legítima defesa não resta configurada quando ocorreram disparos pelas costas ou quando houveram múltiplos disparos.

    Em uma situação real, com a adrenalina e a sombra da morte pairando, a vítima do assalto age em estritos termos da legítima defesa afastando-se e atirando até que a ameaça cesse.

    Vale destacar que "informações sobre confrontos armados indicam que um policial acerta um em cada seis tiros disparados contra o alvo. Isso produz cerca de 17% de aproveitamento, e se já parece ruim, espere até você analisar outro dado que demonstra que aproximadamente 50% dos tiroteios ocorrem em distâncias de até 1,70 m entre o policial e o suspeito. Outros 20% ocorrem em distâncias entre 2 e 3,40 metros. Agora, um homem com uma faca – e com o caminho livre – é capaz de correr 5 m em apenas 1.28 segundo. Assim, não importa quantos disparos sejam feitos, você vai errar a maioria deles, mesmo à queima roupa. Então, quão realista seria se muitas das pessoas que tiveram a sorte de acertar o criminoso em ação tivessem que calmamente mirar e disparar contra uma das menores partes do corpo? E se essa área ainda tivesse grande chance de estar em movimento?" (extraído do artigo "Eu vou atirar na perna dele", Wendling, Humberto. Disponível em http://comunidadepolicial.blogspot.com/search?updated-max=2009-02-24T23%3A08%3A00-03%3A00&max-results=8)

    Infelizmente, o policial tentou render um suspeito, que estava com a arma ainda nas mãos, ao invés de afastar-se efetuando disparos de arma de fogo. Entretanto, o policial fez o inverso, não atirou e ainda aproximou-se do suspeito, fato que beneficiou o marginal, que fez um giro no corpo e atirou na cabeça o policial.

    Todos nós como operadores do direito devemos fazer estudos de casos reais e refletir sobre os limites da legítima defesa, afastando-se de exemplos piegas que são encontrados nos livros, os quais não retratam nem de perto a realidade de um confronto armado e as consequências mortais de um disparo de arma de fogo.

    Desculpem pela minha prolixia e um forte abraço a todos.

    Fernando Vieira"

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  13. Muito elucidativo o esquema.

    Entretanto, considero que a ação foi correta nos itens 1 a 6 e posteriormente no 11.

    O momento de maior risco ocorreu nos itens de 7 a 10, onde o policial deixou o abrigo - onde estava exposto ao fogo de eventuais comparsas ou mesmo do próprio marginal, que poderia reagir ainda ferido.

    Pessoalmente, optaria por dar prosseguimento recuando para a lateral direita do veículo e continuando os disparos por cima do compartimento do motor. Desta forma, continuaria abrigado e, desde então, já mantendo eventuais comparsas no campo de visão.

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  14. Caro colega Humberto! Encontrei o teu site entre os favoritos do meu colega que ocupava o computador aqui na DP anteriormente. Simplesmente li do primeiro post ao último, sem conseguir parar. Creio que deveríamos ter tido TODOS os teus posts na academia de polícia!
    Parabéns pelo teu posicionamento e pela forma de expressá-lo. Um abraço, PC do Rio Grande do Sul.

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  15. Eu fui da turma que tomou posse no Diário Oficial da União (DOU) de 07/03/1996, naquela época na APF treinavamos com um belo canela sêca, fui lotado em BV8 e meu primo era papiloscopista ficou no INI (hoje Diretor), mas o destino me jogou de volta a Israel e por lá fiquei por uns anos até retornar e encontrar muita coisa nova e bôa, graças principalmente a garra dos APFs e Delegados e em especial do Dr.Paulo Lacerda que inclusive criou o Grupo Anti-terror do DPF(elite da elite).
    Muitas matérias excelentes o colega posta, um forte abraço e que D-US protega nossos APFs.

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  16. Caro Humberto, recebi este vídeo hoje por e-mail e só lembrei dos seus artigos sobre ataque com faca a policiais. Vale a pena ver, embora a realidade da polícia Mexicana possa parecer outra est caso poderia muito bem ter acontecido no Brasil. Forte Abraço.
    Cledson Neves de Almeida
    PRF
    http://www.youtube.com/watch?v=77Nr8ah4FlU&feature=player_embedded

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  17. Oi, Humberto! Mandei email para você. Esperamos poder dialogar sobre o convite que fizemos. Grande abraço!

    Danillo Ferreira
    www.abordagempolicial.com

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