quarta-feira, 27 de julho de 2011

E se a polícia dormir?


Mais uma vez me deparo com um artigo que usa parte da matemática para comprovar que a polícia brasileira é assassina por natureza, seja por sua inabilidade no trato com a violência ou pela herança do regime militar. Neste caso, a estatística é uma excelente ferramenta para provar o que se quer dizer, seja lá o que for, especialmente quando os números surgem num país que não apresenta um sistema de dados completo e integrado, e aquele que existe é difícil de mapear, conforme relata o próprio artigo.

“Mais do mesmo!”, pensei, ao ler o artigo denominado “Polícia mata uma pessoa no Brasil a cada cinco horas”, publicado no site da FENAPEF em 25/07/2011, e que parece demonizar a atividade policial brasileira. A mesma polícia a quem todos recorrem quando são vitimados pelo crime e pela violência. A mesma polícia que é obrigada a mediar conflitos quando cada uma das partes acha que tem plena razão. A mesma polícia que procura, apesar dos contratempos, do estigma e do desânimo, zelar pela segurança alheia e pela democracia.

A ideia de que a polícia mata uma pessoa a cada cinco horas, perfazendo 141 homicídios por mês ou 1.693 assassinatos ao ano, segundo o texto, dá a entender que a polícia brasileira é uma máquina maquiavelicamente criada e cronometrada para matar quem quer que esteja em seu caminho na hora fatídica. Os termos “pessoa morta”, “assassinatos”, “violência”, “mortes”, “acobertar”, “execuções”, “ocultando o cadáver” e “letalidade” usados no texto sugerem que a polícia talvez seja a única e verdadeira culpada pelos problemas de violência no país.

Infelizmente, a estatística e o cruzamento dos dados do Ministério da Saúde e das ocorrências policiais que fundamentaram o texto não foram capazes de clarificar quantas mortes foram provocadas em confrontos armados reais; quantos dos mortos eram criminosos que reagiram à ação policial; quantos tinham antecedentes criminais, quais ocorrências podiam ser solucionadas sem o uso da força letal e quais os resultados nefastos a atividade criminosa produziria se não fosse a intervenção policial.

Da forma como os dados foram apresentados, parece que a polícia matou apenas pessoas inocentes. Essa ideia é corroborada pela frase "Pelo menos 1.791 pessoas já perderam a vida pelas mãos dos homens fardados." Mas quem são estas 1.791 pessoas? São criminosos ou são inocentes? A estatística não diz e o artigo também não.

Apesar de serem pessoas, os criminosos que reagem à ação policial assumem o risco de matar, serem presas, feridas ou morrer. Mas porque algumas pessoas pensam que é sempre o policial quem tem que perder o confronto? Porque o policial jurou sacrificar a própria vida em benefício do próximo? Conversa mole! A polícia tem que vencer! Seja nas investigações, seja nas buscas, nas prisões ou nos confrontos armados legítimos, a polícia tem que vencer. Obviamente, essa ideia não condiz com a realidade, pois os criminosos também querem vencer, mesmo que tenham que matar inocentes, policiais, homens, mulheres, idosos, jovens, crianças, bebês, pais, mães, filhos, etc. A estatística não informa quantas pessoas foram mortas pelas mãos dos homens encapuzados. Do mesmo modo, o artigo. Também não diz quantos policiais foram mortos ou feridos durante o trabalho e nas horas de folga.

O artigo trás um dado mais que conhecido: "70% dos mortos são jovens de 15 a 29 anos." Para quem assiste os noticiários da TV não é novidade ver crianças de 13 anos fumando maconha, furtando badulaques ou roubando carros. Portanto, à medida que envelhece e adquire experiência, o jovem criminoso se qualifica para ações mais violentas e ousadas. Portanto, confrontar a polícia faz parte da dinâmica do jovem delinquente, assim como confrontar as leis e a sociedade. O bandido até poderia morrer de velhice se não fosse o risco da profissão, dos acertos de contas entre desafetos, e a intervenção da polícia na tentativa de realizar sua prisão para levá-lo à justiça. Além disso, todo policial sabe que a terceira idade de todo criminoso começa aos 35 anos. E a estatística também não traça o perfil da vítima; nem o artigo.

Assim, a morte desses jovens não pode ser creditada inteiramente à polícia, visto que o próprio Ministério da Saúde informa que “Na faixa etária de 15 a 19 anos, as agressões (homicídios) caracterizam-se como a principal causa de morte, superando todas as outras formas de morte violenta e todas as enfermidades, gerando, em 2001, um total de 9.908 óbitos (7.041 entre os homens e 590 entre as mulheres). Nesta faixa etária, o risco de morte dos homens foi 11,8 vezes o risco das mulheres.” (Ministério da Saúde, 2004).

Mas ainda ficam algumas dúvidas: quem eram esses jovens? Com quem eles se relacionavam? Onde eles moravam? Onde eles estavam no momento do crime? Como foram as circunstâncias das mortes? Quando e em que horário eles foram mortos? Para responder essas perguntas, recorro, novamente, aos noticiários da TV e dos jornais locais. Creio, inclusive, que você também já tenha traçado um perfil da maioria das vítimas. Então, imagino que eram jovens do sexo masculino, sem ocupação fixa, integrantes de famílias de baixa renda, moradores de locais reconhecidamente violentos, que mantinham relações com criminosos locais ou eram parceiros destes delinquentes, que deviam dinheiro ou eram desafetos destes, que foram assassinados perto de casa durante o período noturno. É possível que neste universo haja vítimas inocentes de maus policiais? Claro que sim! Mas não é a maioria. E qual o perfil dos algozes destes jovens? É o mesmo perfil de grande parte das vítimas. Por isso, você já deve saber que as vítimas de amanhã serão os criminosos de hoje. Isso é pura lógica.

Na sequência, o texto publica uma opinião de que a polícia oculta cadáveres ou elabora autos de resistência para dissimular as execuções que pratica. Isso pode ser verdade? Claro que pode! No entanto, mais uma vez, a estatística e o artigo não informam quais óbitos resultaram de confrontos legítimos e quais foram forjados. Na vala comum dos dados, o texto insinua que as mortes ocorreram em circunstâncias ilegais. O texto só não diz que o Auto de Resistência é uma demanda do artigo 292 do Código de Processo Penal.

Contudo, talvez haja alguma explicação para a suposta letalidade da polícia brasileira. Listarei algumas:

1) Já que os criminosos não querem ser presos e nem respeitam a autoridade, eles reagem com mais frequência forçando a polícia a escalar o nível de força;
2) Criminosos morrem em maior quantidade porque são mal preparados nas técnicas de tiro;
3) Os criminosos morrem em maior número porque a polícia não está tão mal preparada;
4) Os criminosos morrem mais porque existem aproximadamente 700.000 policiais civis, federais, rodoviários federais, militares e guardas civis no Brasil trabalhando contra o crime e a violência diariamente. Então, 1.693 óbitos anuais representariam 0,24% do possível potencial de letalidade desta força de segurança. Além disso, levaria 413 anos para que a força policial alcançasse 100% deste potencial, considerando que cada policial precisasse usar a força letal ao menos uma vez durante a carreira. Mesmo considerando apenas o efetivo das polícias militares e civis, o potencial de letalidade ainda seria pequeno.

Mas, afinal, a polícia brasileira mata mais ou prende mais? Considerando os dados do Ministério da Justiça referentes à população carcerária no Brasil em 2010 (496.251 presos), pode-se afirmar que a polícia prende mais, pois 496.251 presos para 700.000 policiais representam 70,89% do potencial de trabalho sem violência da força policial, considerando que durante um ano cada criminoso tenha sido preso por apenas um policial. E não é só isso! A cada ano a população carcerária aumenta numa proporção maior que os óbitos provocados pela polícia. Só para você ter uma noção, de 2000 (232.755 presos) a 2010, a população nas unidades prisionais cresceu 113,20%. Além disso, outro relatório do Ministério da Justiça informa que as polícias militares e civis brasileiras prenderam 4.838.345 criminosos em virtude de delitos em flagrante, mandados de prisão e recaptura em 2007. O número de presos, eu repito, foi de 4.838.345. E você sabe quanto representa a morte de 1.693 pessoas (supostamente atribuídas aos policiais brasileiros) em relação ao total de presos? 0,03%.

Alguém ainda pode afirmar que é inadmissível a morte de uma pessoa sequer. Concordo! Entretanto, também é inaceitável a morte de um policial ou de cidadão inocente, do mesmo modo como é inaceitável que alguém morra no trânsito, na maca de um hospital ou durante o trabalho. Infelizmente, é como tudo acontece.

Outro número que você não encontra no artigo é das 2.022.896 ocorrências registradas pelas polícias civis referentes aos crimes perpetrados pelos delinquentes brasileiros no ano de 2005, conforme dados do Ministério da Justiça. E ainda existem os casos não registrados.

Antes de finalizar, é importante relembrar o que já disse no artigo “Por que policiais portam armas?”: “... é necessário um equilíbrio delicado entre a autoconfiança na capacidade de usar a força letal, se for preciso, e o desejo desenfreado de QUERER usar esta força. Este equilíbrio deve alcançar os novos alunos das academias de polícia quando treinados no uso da força letal, pois a polícia precisa de profissionais capazes de atirar sem hesitação, mas que preferem que isso nunca aconteça, tanto quando deve atingir aquelas pessoas que querem matar e vivem para ver este dia chegar. É preciso se LIVRAR deste tipo de pessoa também.”

Agora, e se ao invés de trabalhar em prol do país, o policial decidir correr menos riscos e tirar uma soneca? Bem! Talvez você leia outro artigo informando o crescente número de furtos, roubos, extorsões, roubos seguidos de mortes, sequestros, estupros, homicídios dolosos, tráfico de entorpecentes, maus-tratos, dano, estelionato, fraudes, receptação, etc.

Fontes:
http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/34234
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/saude_brasil_2004.pdf
http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJD574E9CEITEMIDC37B2AE94C6840068B1624D28407509CPTBRIE.htm
http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJCF2BAE97ITEMIDD6879A43EA3B4F1691D2CAFD1C9DDB19PTBRIE.htm
http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJCF2BAE97ITEMIDDBAD310EDF8442E2A21D7EF680172592PTBRIE.htm

Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal e Professor de Armamento e Tiro lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG.
E-mail: humberto.wendling@ig.com.br
Blog: www.comunidadepolicial.blogspot.com

terça-feira, 19 de julho de 2011

Autodefesa

Caros amigos,

enquanto eu trabalhava na unidade de repressão ao tráfico de entorpecentes da PF, recebi um convite para participar de um curso profissional na Academia Nacional de Polícia (ANP). Agraciado com o título de professor de Armamento e Tiro da PF, retornei ao trabalho decidido em promover um treinamento para os policiais federais da unidade onde eu atuava.

Contudo, ouvindo as histórias contadas por diversos policiais, percebi que muitas das vítimas do crime e da violência sequer conseguiam usar suas armas de fogo ou suas habilidades em artes marciais. O motivo era que os policiais haviam falhado na prevenção contra o crime, no condicionamento mental e no entendimento e gerenciamento do medo antes e durante as situações de perigo das quais sobreviveram, talvez por sorte.

Assim, a ideia de elaborar apenas um manual de armamento e técnicas de tiro foi ampliada e se tornou um projeto concluído no formato de livro em 2010. Registrado na Biblioteca Nacional, o livro intitulado AUTODEFESA CONTRA O CRIME E A VIOLÊNCIA tem sido submetido às análises de algumas editoras. Contudo, a avaliação do material, em alguns casos, tem levado até um ano sem uma resposta conclusiva. Ocorre que um ano, um mês ou mesmo um dia é tempo precioso demais para aqueles que estão sujeitos a serem vítimas de criminosos violentos. Tempo é um luxo indisponível para as pessoas que estão na iminência de serem assaltadas, agredidas, sequestradas, torturadas, violentadas ou assassinadas.

Ao acompanhar as notícias na TV sobre pessoas vitimadas (civis, policiais, homens, mulheres, adultos, jovens, famosos, anônimos, etc.) percebo que muitas delas poderiam estar a salvo se conhecessem as informações disponíveis no livro, pois saberiam que diante da violência existem escolhas além da simples obediência. Então, dada a urgência, tomei uma decisão: publicar o material eu mesmo.

Das 14 capas que desenvolvi, separei três para que vocês possam avaliar e escolher. Assim, basta clicar na imagem para ampliá-la e depois deixar um comentário com o número correspondente ao da capa selecionada (1,2 ou 3).

Obrigado e forte abraço!

Humberto Wendling

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Treinando para a hora da verdade! (Parte 1)

Todo atirador ou policial acerta quando afirma que cada tiro deve ser rápido e preciso. Na verdade, toda simulação “em seco” ou treinamento prático com armas de fogo tem relação com a precisão e a rapidez dos disparos. No IPSC ou Tiro Prático, se o atirador for rápido demais a ponto de errar alguns tiros, ele perde. Se ele for preciso e muito lento, ele perde. Então, o fundamental é o equilíbrio entre a precisão e a velocidade da ação. É como diz um colega: “Primeiro você deve ser preciso, já que a velocidade é adquirida com o treino!”

Mas e quando o policial não está mais num estande de tiro, e sim numa padaria, num posto de combustível ou numa casa lotérica? E quando o policial não está usando o coldre ostensivo? E quando ele está sozinho confrontando dois suspeitos? Pensando sobre isso, acredito que o princípio do equilíbrio continua válido. E se a velocidade vem com a prática, então é preciso treinar. Contudo, existem modos de portar uma arma que são mais acessíveis e rápidos que outros, assim como existem treinamentos que podem ser realizados todos os dias.

Policiais se orgulham de sua capacidade de estabelecer perfis e determinar se alguém é suspeito e se ele está armado. Às vezes, a pessoa observada é um suspeito de fato, e por vezes, é um policial de folga. No entanto, quantas vezes eles pensam na possibilidade de serem identificados como policiais com base no modo como se vestem, se comportam e portam suas armas quando estão de "folga"?

Quando se fala em porte de arma fora do serviço, o que, como e onde o policial porta sua arma é uma questão de estilo de vida, ou seja, cada um faz ao seu modo. É quando você quer estar armado, mas sem parecer que tem uma arma. Na verdade, a maioria dos policiais deseja passar despercebida quando está à paisana. Infelizmente, isso não foi possível para o Policial Federal C.A.C., que foi sequestrado por dois homens armados e depois assassinado após ser reconhecido como policial em 05/04/1987.

Para evitar que se encontrem numa situação vulnerável semelhante ao do Policial Federal C.A.C., alguns policiais carregam uma segunda carteira desprovida de qualquer coisa que possa identificá-los como policiais. Outros carregam suas identidades funcionais em áreas menos acessíveis do corpo. Mas esconder uma arma é bem diferente! E sacar uma arma escondida (enquanto o agressor está perto) é outra coisa!

Tempos atrás eu escrevi sobre algumas medidas que os policiais podem adotar quando estão de folga. Também disse que não existe técnica perfeita ou que possa ser utilizada em todas as situações e que o importante é ter opções. No caso do porte de arma dissimulada, estas ideias não mudam.

O ideal no porte ostensivo duma arma deve ser a segurança, o conforto, a facilidade de acesso e a rapidez do saque. Entretanto, quando você quer que sua arma fique imperceptível ao público, você acaba sacrificando alguma coisa. Quer dizer, justamente quando o policial está mais vulnerável ao ataque dos criminosos, ele tem o acesso e a rapidez no saque prejudicados.

Parte do problema é uma questão de condicionamento ruim: inexistem treinamentos intensos que preparem o policial para reagir, sob condições de intenso estresse, sacando uma arma que está escondida. O que se vê, normalmente, são policiais alinhados sacando armas de coldres ostensivos. Treinos com saque de arma dissimulada são importantes porque o estresse prejudica (e muito) a precisão, e a arma escondida dificulta o acesso e diminui a velocidade da reação. Além disso, poucos policiais realizam treinos “em seco” com suas armas sob a camisa. E o pior: a maioria é resistente a experimentar novos procedimentos. Infelizmente, tais hábitos podem ser fatais para o dono da arma!

Então, se o porte dissimulado é uma questão estilo; se é importante ter opções; se existem modos mais eficazes para portar uma arma; você precisa considerar se seu comportamento atual oferece segurança para as situações mais perigosas. Você precisa avaliar o uso de coldres de qualidade para porte dissimulado que proporcionem a colocação da arma na frente, na lateral e atrás do corpo. Eu disse COLDRES DE QUALIDADE! São eles que protegem sua arma e deixam o porte confortável, evitando que você use as pochetes de "saque rápido" ou deixe sua arma dentro do carro. Certamente, você também precisará de mais de um tipo de coldre para portar sua arma com conforto nas atividades diárias. Você deve treinar em seco (e muito) e com tiro real nestas três disposições para saber qual delas é a melhor, mais acessível e mais rápida para uma determinada circunstância. E você necessita treinar com roupas diferentes também.

Apesar de possuir alguns coldres e já ter portado minha arma nas três posições, frequentemente uso o posicionamento lateral para o uso velado, pois é o mais natural e eficaz, tanto pela acessibilidade quanto pela rapidez no saque, além de ser menos incômodo. É uma posição excelente para quando você está vestindo um paletó ou uma blusa de frio. Já o porte frontal é bom, porém incômodo na hora de se sentar, o que leva o policial a “ajeitar” a arma constantemente na cintura (ajeitar alguma coisa sob a camisa é um indicativo de alguém armado). Contrariando minha preferência pelo porte lateral e frontal, eu usava um coldre Small of Back quando minha hora da verdade chegou. Obviamente, a rapidez no saque de uma arma dissimulada em determinada posição tem relação direta com a quantidade de prática que o policial possui com aquele coldre e naquela posição. Portanto, eu sobrevivi porque treinava com aquele coldre.

O que poucos sabem ou querem entender é que para praticar, você não precisa necessariamente atirar de verdade, já que o treino real nem sempre é viável pela carência de munição, estandes disponíveis, tempo, etc. Daí a importância do treinamento “em seco”.

O treino em seco é a oportunidade para você perceber o que está fazendo de certo ou de errado. Como o subconsciente não sabe a diferença entre uma simulação e algo real, a visualização mental e a repetição são colocadas em prática no treino em seco de maneira que a mente e o corpo interajam para melhorar as habilidades psicomotoras que estão em desenvolvimento.

Entretanto, a aquisição e a conservação destas habilidades requerem não só muita repetição, mas uma frequente manutenção do que foi aprendido, já que tais habilidades são perecíveis.

Para evitar exaustivos treinos em seco, você deve realizar breves sessões com muita concentração e com a arma em total segurança. Treinos extensos irão sobrecarregar sua capacidade e provavelmente terão pouco resultado positivo. Então, o treinamento deve ser frequente ao invés de muito longo.

Seja como for e onde quer que você porte sua arma quando está de folga, por favor, pratique o saque de arma dissimulada e treine vestindo as roupas que você usa no cotidiano. Há uma grande diferença entre o saque e o disparo de sua arma quando você está à paisana e quando você está uniformizado na linha de tiro de um estande.

Portanto, não espere para descobrir essa diferença no pior momento da sua vida!

Foto: Alfred Rico, 2011.

Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal e Professor de Armamento e Tiro lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG.
E-mail: humberto.wendling@ig.com.br
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