sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Um coldre ruim pode ser o elo fraco da corrente

Os três primeiros foram compilados no livro Sobrevivência Policial - morrer não faz parte do plano (Clube de Autores). O quarto item pode ser visto nesta foto. Ela demonstra o tipo de equipamento que todo policial deve evitar, principalmente porque existem excelentes produtos nacionais (coldres, vestuário, lanternas, sistemas molle, mochilas, calçados). Um coldre ruim pode ser o elo fraco da corrente. Ele pode sacrificar o melhor e mais bem preparado atirador, lutador ou policial.

Coldres de neoprene com presilhas de metal arredondado cedo ou tarde deixam o usuário "na mão". Esse material não pode ter sua eficácia avaliada apenas na hora em que você tira a arma da cintura (com calma e devagar) para guardá-la na gaveta. É preciso saber como o equipamento vai se comportar NA HORA DA VERDADE, quando você precisa de um saque rápido e decisivo.

Presenciei, incontáveis vezes, armas e coldres de neoprene serem sacados juntos durante exercícios de tiro, impedindo que o policial disparasse sua arma.

Nem é preciso dizer que usar um equipamento ruim e uma calça sem cinto é a cereja do bolo desse desastre. A presilha, que já é ruim, não tem um ponto de apoio; um ponto de ancoragem.

Finalmente, com a arma tão inserida na calça, uma empunhadura sólida envolvendo todo o cabo é prejudicada.

Também já usei produtos ruins como a tal pochete de saque rápido (eram os anos 90). Mas durante uma operação de repressão ao narcotráfico, aquilo que parecia maravilhoso não funcionou. Então joguei o lixo no lixo, e aprendi a lição.

A foto ficou muito boa, mas a sua vida não tem preço. Portanto, livre-se daquilo que é seu ponto fraco.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Pergunta


PERGUNTA: "Agressor menos letal ou agressão letal? Como deveríamos classificar um agressor que entra em luta corporal com um policial e tenta pegar sua arma de fogo ou tonfa? Em nossas instruções tenho classificado como agressão letal." Questão levantada por um leitor e policial militar instrutor.

RESPOSTA: Se o policial for atacado por um agressor que não possui uma arma e assumir que, por essa razão, a agressão é menos letal, ele pode selecionar um nível de força inadequado. Isso pode permitir que o agressor tenha acesso à arma. Numa situação assim, a "classificação" da letalidade ainda pertence e está na mente do agressor, pois pode ser que a agressão termine sem consequência mortal para o policial. Pode ser e pode não ser. Dada a dúvida, o policial deve assumir sempre como uma agressão letal, ou, no mínimo, potencialmente letal (para tonfa, por exemplo). Mas isso ele só vai saber se perder a luta. E como na sequência ele pode perder a vida, então o pior resultado deve sempre ser considerado.

Imagem do livro Sobrevivência Policial enviada pelo colega.


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A dor




A DOR é um sinal de alerta para chamar a atenção para um ferimento ou mau funcionamento em alguma parte do corpo. Apesar de desconfortável, a dor, por si só, não é prejudicial ou perigosa.

Numa situação extremamente grave, a dor pode, inclusive, não ser sentida. Entretanto a sobrevivência do policial DEVE TER PRIORIDADE SOBRE SEU ÍMPETO DE CEDER À DOR.

A função biológica da dor é proteger uma parte do corpo lesionada, alertando o indivíduo para que descanse ou evite usar aquela parte do corpo. Em uma situação de sobrevivência, os avisos normais de dor podem ser ignorados, a fim de que sejam atendidas outras necessidades mais importantes. Não são raros os casos de pessoas que lutaram mesmo com a mão fraturada; que fugiram correndo com um tornozelo torcido ou quebrado ou que ignoraram a dor durante períodos de raiva, intensa concentração e esforço determinado. Tanto a concentração quanto o esforço intenso podem, na verdade, parar ou reduzir a sensação de dor.

Assim, o policial deve compreender as questões relacionadas com a dor. E apesar de senti-la, ele deve seguir em frente se pretende continuar vivo. A dor pode ser reduzida pela compreensão de sua natureza e origem; reconhecendo-a como um desconforto a ser tolerado; concentrando-se nas necessidades da ocorrência, tais como: observar, planejar, decidir e agir. Quando as metas pessoais são muito valorizadas, um sobrevivente pode tolerar quase tudo.

O medo e a dor podem ser tolerados se a vontade de seguir em frente for mais forte.
A decisão de que esse é o caminho a ser percorrido abre as portas para o aprimoramento por meio da capacitação qualificada. Quanto mais rusticidade e habilidades o policial possui, maior sua resistência em um evento de risco. É importante ter confiança na capacidade profissional se o policial pretende superar o medo em um conflito.

Trecho do livro Sobrevivência Policial (www.clubedeautores.com.br). Trecho completo no blog.


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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Parceria com a Esparta Acessórios Táticos


Agora nosso trabalho neste blog, no canal do YouTube e no Instagram conta com a parceria da ESPARTA - ACESSÓRIOS TÁTICOS (@espartatatico), empresa mineira que tem em seu catálogo produtos nacionais para policiais, atiradores e praticantes de Airsoft.

Para contato com a ESPARTA envie uma mensagem inbox ou chame no WhatsApp clicando neste link: htt://bit.ly/WhatsApp-Esparta

Marcas:

Forhonor (vestuário, coletes e equipamentos)
Airstep (calçados)
Cammoart (coldres kydex)
Nobullet (munição p/ treino em seco)
Spray de Defesa
Invictus (vestuário, calçados, lanternas, lâminas, mochilas)
Mundo Paracord



Chega em Diamantina e região uma empresa que visa atender as necessidades de cada cliente, oferecendo produtos, com criterioso padrão de qualidade, que norteiam todo o contexto de segurança. Sejam produtos para treinamento, performance, defesa pessoal, etc.

Solicite o contato do nosso consultor de segurança, conheça a Esparta – Acessórios Táticos.
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Esteja sempre pronto!

Esparta #SemprePronto #DiamantinaMG

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O fator físico


O policial pode não estar ciente sobre uma antiga lei que exige total comprometimento com a excelência na aptidão física. Em benefício da sobrevivência, ele deve treinar para atingir extraordinário condicionamento físico se não quiser sofrer as consequências dessa lei. É o código das ruas, que diz que a sobrevivência está COM O MAIS FORTE. 

Todos os dias, policiais de todos os lugares do mundo são agredidos com socos, chutes, cotoveladas, mordidas, facadas, ferramentas, porretes, espadas, veículos e, em muitas ocasiões, com suas próprias armas de fogo.

Enquanto um policial se esforça para superar a resistência de um criminoso ou tenta vencer uma luta desesperada pela vida, ele precisa não só de habilidades táticas, mas de cada pedaço de força, flexibilidade, mobilidade e resistência disponível. Esses atributos apenas se desenvolvem com o treinamento constante, pois se deterioram rapidamente quando o policial deixa de praticar.

Todas as instituições policiais brasileiras possuem padrões de condicionamento físico para ingresso na carreira. Contudo esses padrões, para qualquer nível de aptidão, terminam exatamente quando a necessidade urgente de aplicação desses atributos começa.

A tentação para a inatividade física deve ser vigorosamente combatida, já que a defesa contra agressões físicas é parte do trabalho policial. É preciso ter sempre em mente que os futuros adversários dos policiais estão treinando duro para serem capazes de matá-los.

Se o policial está treinando agora, ele NÃO PODE PARAR... NUNCA! É comum policiais serem ridicularizados porque não conseguiram se levantar após efetuarem alguns tiros na posição deitado durante os treinamentos.

Em seguida, vem um padrão que se repete ano após ano. À medida que os policiais bem condicionados envelhecem, tornam-se complacentes e são atingidos por outras prioridades. Então eles começam a intervalar os treinos. O tempo passa, os intervalos ficam cada vez maiores e esses policiais se transformam naqueles que sofrem para sair da posição deitado durante um treinamento de tiro.

Do primeiro até o último dia de trabalho, o policial pode experimentar tiroteios, perseguições a pé e chamados para socorrer colegas em perigo. Ele também irá descobrir que criminosos são incapazes de poupar alguém em respeito à sua idade ou aparência frágil.

O treinamento físico possui um papel fundamental na sobrevivência policial tanto quanto na qualidade de vida de um policial. Recomenda-se que ele corra, levante pesos, alongue-se e lute enquanto viver e PARA VIVER. Isso não vai interromper seu envelhecimento, mas permitirá que continue fazendo o que ama, por mais tempo e melhor. Sua vida depende disso agora e sua qualidade de vida dependerá disso mais tarde.

Trecho introdutório do capítulo Fator Físico, do livro Sobrevivência Policial - morrer não faz parte do plano, 2018, Clube de Autores.


Humberto Wendling é Agente Especial, Professor de Armamento e Tiro da Polícia Federal e autor dos livros Autodefesa contra o crime e a violência – um guia para civis e policiais e Sobrevivência Policial – morrer não faz parte do plano.

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