quinta-feira, 15 de março de 2018

Chega de matarem policiais também.



 
O Brasil parou. Não se fala noutro assunto a não ser sobre a morte de uma vereadora no Rio de Janeiro.

A sociedade está indignada. A imprensa está aflita. Políticos em polvorosa. As instituições públicas estão mobilizadas. Autoridades lamentando o ocorrido. E artistas tristes.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de 2009 a 2016, foram assassinados 3.015 policiais brasileiros.

Essas vítimas policiais também foram emboscadas, na maioria das vezes. Eram mulheres e homens que nasceram em lugares diferentes, tiveram origens diferentes, viveram em épocas distintas e morreram em circunstâncias diversas. Mas o compromisso que compartilhavam, e para o qual deram suas vidas, era o compromisso com o DEVER. E não se conhece no mundo profissão que dê a vida em benefício alheio.

Pode-se afirmar, sem risco de errar, que todo bom policial tem origem simples. Todos eles também lutam pela defesa do direito à vida e à propriedade de cada cidadão. Todos possuem histórias sobre colegas assassinados ou que se mataram. São homens e mulheres de todas as etnias, de todas as religiões. A maioria é casada e possui filhos. Muitos estudam após a jornada de trabalho e vivem com aquilo que o salário pode pagar. Todos sonham e possuem ideais. Todos carregam o orgulho pela luta que travam todos os dias no Brasil. Todos correm o risco de “morrer atuando em prol das causas” de suas vidas. E tudo sem um pingo de esperança de reconhecimento.

Então vamos lembrar os nomes de alguns policiais da PMERJ que foram executados em 2017, na esperança vã que isso gere alguma comoção nacional ou acabe com a hipocrisia.


1.    Soldado André William Barbosa de Oliveira, 32 anos, morto a tiros.

2.    Soldado Antônio Carlos Paiva Nunes, 34 anos, assassinado.

3.    Cabo Cleiton William Santos de Freitas, assassinado.

4.    Sargento Francisco Assis de Aguiar, assassinado.

5.    Soldado Jefferson Martins Pedra, assassinado.

6.    Soldado Marcelo Abdalla Neder, 34 anos, assassinado.

7.    Subtenente Cássio Ferreira, carbonizado.

8.    Soldado Daniel Cavalcante da Silva, 26 anos, torturado e morto.

9.    Soldado Sandro Mendes de Lyra, 36 anos, morto com um tiro na cabeça em um ataque de bandidos.

10. Sargento Fábio Magalhães Teixeira, 44 anos, morto após ser baleado durante ataque de criminosos.

11. Sargento Cristiano da Anunciação Macedo, 39 anos, morto ao tentar apartar uma briga durante uma festa.

12. Cabo Cosme Rodrigues Souza Júnior, de 32 anos, morto após ser baleado na cabeça.

13. Subtenente João Máximo Guimarães Rodrigues, 52 anos, morto ao tentar impedir um assalto a uma padaria da rua onde morava.

14. Subtenente Amauri Panema, 52 anos, morto após ser baleado ao reagir a um assalto.

15. Sargento Renato Alves da Conceição, 39 anos, morto ao ser alvejado por oito tiros.

16. Cabo Roque Medeiros Fonseca Júnior, 34 anos, morto ao tentar impedir um assalto.

17. Sargento Artur Fernando Ribeiro Moura, 47 anos, morto durante uma saidinha de banco.

18. Subtenente Evaldo Fernandes da Silva, 37 anos, morto após ser atingido por um disparo acidental.

19. Sargento André Luiz de Araújo, 42 anos, assassinado.

20. Sargento Carlos Elias dos Santos Vasconcellos, morto e carbonizado por traficantes.

21. Soldado Eduardo Ribeiro Paraguai, 36 anos, morto dentro de casa.

22. Cabo Tiago Bispo dos Santos, 34 anos, morto durante incursão na favela.

23. Cabo Nielson do Carmo Costa, morto após ser baleado na porta de casa.

24. Soldado Wallace Guimarães de Souza, 27 anos, morto ao reagir a uma tentativa de assalto.

25. Soldado Gemerson Augusto Chaves da Silva, 27 anos, assassinado.

26. Subtenente Marcos Cesar Tarradt, 48 anos, encontrado morto junto com a mulher.

27. Soldado Renault Ferreira Feitosa, 39 anos, morto após ser baleado.

28. Sargento Márcio Leandro do Nascimento Marins, 46 anos, assassinado e carbonizado.

29. Soldado Michel de Lima Galvão, 32 anos, morto durante ataque de criminosos.

30. Cabo Thiago de Oliveira Lance, 31 anos, assassinado.

31. Cabos Rodrigo Severo, assassinado e carbonizado.

32. Cabo Ricardo Feitosa, morto e carbonizado.

33. Policial Militar Ademilson Pereira, assassinado.

34. Subtenente José Luiz da Silva Filho, 55 anos, morto ao tentar impedir um assalto.

35. Sargento Luiz Carlos Sampaio Silva Mendes, 62 anos, morto ao reagir a um assalto.

36. Sargento Renato César Jorge Cardoso, 48 anos, morto ao reagir a um assalto.

37. Sargento Roberto Soares Santanna Júnior, 42 anos, assassinado na porta de casa.

38. Sargento Luiz Alberto do Couto Neves, 39 anos, assassinado ao tentar recuperar uma moto roubada.

39. Soldado Gabriel Brasil Soares, morto ao se deparar com um “bonde”.

40. Soldado Eli Barbosa dos Santos, 38 anos, morto após ser reconhecido como policial.

41. Soldado Samuel Oliveira da Silva, morto durante um assalto.

42. Subtenente Dilson Medina Soares, assassinado.

43. Sargento Gilmar Raposo, morto ao ser baleado na porta de sua casa.

44. Sargento Gastão Pedro Gama Carmo, 69 anos, assassinado ao ser identificado como policial durante um assalto.

45. Subtenente Antônio Gonçalo dos Santos Filho, 54 anos, morto ao ser identificado como policial.

46. Soldado Fábio de Oliveira Melo, 34 anos, morto durante um assalto.

47. Subtenente Almir Tadeu Alves de Oliveira, 57 anos, morto ao tentar impedir um assalto.

48. Soldado Fernando Santos Andrade e Silva, 25 anos, morto durante uma abordagem a criminosos.

49. Soldado Gilberto Guimarães Pereira Corrêa, 38 anos, morto durante patrulhamento.

50. Sargento Sérgio Cordeiro da Silva, 48 anos, morto após ser baleado por criminosos.

51. Sargento Anselmo Alves Júnior, baleado durante uma operação da Lei Seca.

52. Sargento Walter Pegas de Oliveira, morto após ser vítima de bala perdida.

53. Sargento Benedito José Alvarenga da Silva, assassinado durante um assalto.

54. Soldado Anderson de Azevedo Marques, 31 anos, morto com um tiro na cabeça.

55. Soldado Luís Otávio da Silva Júnior, morto durante ataque de criminosos a uma cabine da PM.

56. Soldado Carlos Roberto da Silva Ribeiro, 32 anos, morto ao impedir um assalto.

57. Sargento Paulo Rogério Cappola, 40 anos, executado.

Ainda faltam citar outros 77 policiais militares mortos (totalizando 134) e aproximadamente 150 policiais cariocas feridos por disparos de armas de fogo em 2017.


Humberto Wendling é Agente Especial, Professor de Armamento e Tiro da Polícia Federal e autor dos livros Autodefesa Contra o Crime e a Violência – Um guia para civis e policiais e Sobrevivência Policial – Morrer não faz parte do plano.
E-mail: humberto.wendling@gmail.com
Blog: www.comunidadepolicial.blogspot.com
Livros: www.clubedeautores.com.br
Canal no YouTube: Humberto Wendling

quinta-feira, 1 de março de 2018

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Visão em túnel? É hora de se atualizar.


Como o policial não percebeu um inocente próximo durante um tiroteio? Ele não enxergou as pessoas que estavam além do alvo? O policial não viu o outro criminoso se aproximar? Por que ele não pode dizer quantos tiros realizou? Ele não ouviu a ordem para parar de atirar? Ele deve estar mentindo quando diz que não viu o suspeito largar a arma!

Essas são questões que podem surgir da análise do comportamento dos policiais durante um confronto armado.

Certamente você conhece o fenômeno da VISÃO EM TÚNEL. Esse termo é utilizado para explicar porque os policiais são capazes de narrar detalhadamente alguns aspectos de um incidente enquanto estão cegos para outros elementos aparentemente óbvios. Porém esse fenômeno ocasionalmente é visto com desconfiança por aparentar ser uma desculpa para um comportamento inadequado. Assim, todos os policiais, comandantes e chefes, juízes e promotores, jornalistas e o público em geral devem estar atentos ao significado desse termo para dar a ele e ao policial a credibilidade que merecem.

O que é geralmente ignorado e precisa ser compreendido é porque o fenômeno ocorre, como funciona e quão comum ele é não só no trabalho policial, mas também em outras atividades como o esporte, por exemplo.

A fisiologia diz que em situações de estresse extremo, a íris se abre, tornando a pupila maior. Ocorre que a dilatação da pupila piora a acuidade visual e dificulta o foco em objetos próximos. À medida que isso ocorre, a pessoa experimenta o encurtamento do campo visual de fora para dentro, ou seja, acontece a perda do campo visual periférico.

Junto com o aumento do nível geral de iluminamento causado pela dilatação da pupila acontece uma estranha combinação na qual o policial enxerga coisas fora do comum dentro do estreitamento do seu campo visual, apesar de permanecer “cego” em relação aos acontecimentos à sua volta e que seriam vistos normalmente por meio da visão de campo.

Em 1998, o FBI publicou um artigo que demonstrou que um policial submetido ao estresse extremo experimentava, em média, 70% de diminuição do campo visual, o que provocava o aumento de 440% no seu tempo de resposta. Mas o mais importante, segundo os pesquisadores, era a incapacidade do policial em descrever precisamente o movimento de um suspeito que segurava uma arma apontada para baixo, já que arma estava fora do seu campo visual.

Um campo visual tão pequeno elimina a capacidade do policial em ver um inocente próximo ou outro perigo potencial, principalmente se for considerado o tempo disponível para reagir com base no Ciclo OODA (Observação, Organização, Decisão e Ação).

Uma vez que a maioria das ameaças é detectada pela visão, a tremenda redução visual restringe severamente a capacidade do cérebro para receber e processar informações vitais. Ou seja, o recurso sensorial primário do qual o cérebro depende durante um confronto é a visão, e no entanto, se o sistema visual alimentar o cérebro com informações inconsistentes durante o combate, a percepção da ameaça e o processamento das informações estarão comprometidas.

João Cavalim de Lima, na obra Atividade Policial e o Confronto Armado, cita ainda a Agnosia Visual:

“Refere-se à incapacidade de ver nos objetos corretamente suas formas, cor e espaço. Nos primeiros casos, o policial se mostra incapacitado para identificar o objeto ou a forma deste, em virtude de se encontrar alterada a integração das sensações elementares. A sensação óptica, nesses casos, constitui-se muito mais de contornos, superfícies e cores, luzes e sombras, do que na individualização do objeto em si. Com frequência não se destacam bem entre si, carecem de definição clara e patente e de relação nítida com o que se acha próximo a eles no espaço óptico.” (pag. 86).

Em função da complexidade do ser humano, essas alterações não podem ser explicadas somente através do aspecto físico. E é por isso que o fenômeno da visão em túnel também está relacionado com a PERCEPÇÃO e o NÍVEL DE ATENÇÃO. Sabe-se hoje que a visão em túnel não ocorre só em situações estressantes, mas também em situações onde o indivíduo foca sua atenção em determinado aspecto do ambiente que o cerca enquanto ignora outros. O nome disso é atenção seletiva.

O indivíduo pode, é claro, ter uma atenção difusa através de todos os sentidos ou mesmo dentro de um mesmo sentido, por exemplo, observando um ambiente enquanto fala ou escuta pelo rádio HT. Mas assim que a atenção do policial é direcionada para um acontecimento que exige a concentração total de um sentido, ele não consegue processar simultaneamente outras informações do mesmo sentido ou de outro sentido. Isso quer dizer que ele vai processar essas informações em sequência, mudando da visão para a audição e retornando para a visão, por exemplo. Mas nunca os dois sentidos ao mesmo tempo.

Contudo, policiais tendem a acreditar que podem captar e processar as informações de todos os sentidos quando submetidos à atenção seletiva. E isso acontece porque eles tendem a preencher os vazios da memória com suposições sobre a ocorrência. Com o tempo, e baseado no contexto e na mudança daquilo que o policial percebe, ele conecta os fragmentos de memória e preenche as partes faltantes criando uma narrativa da ocorrência que não tem relação verdadeira com o incidente.

Por quê? Porque muito da memória resulta do nível de atenção da pessoa. A todo o momento os sentidos enviam informações ao cérebro. Mas o indivíduo somente presta atenção a uma pequena porcentagem daquilo que o cérebro recebe. Se essa pessoa não presta atenção em algo, então essa informação é perdida na memória. Uma intensa atenção em um aspecto particular de um incidente pode resultar numa vívida memória em alguma área, mas por definição esse foco de atenção causa a redução no nível de percepção e de memória em todas as outras áreas.

Por exemplo, se algo ocorreu no sentido da visão enquanto a atenção do policial estava voltada para outra coisa, mesmo que por uma fração de segundo, o policial será incapaz de se lembrar do que ocorreu durante aquele período e pode até mesmo não acreditar que alguma coisa aconteceu enquanto sua atenção estava canalizada para outra situação. Então, o policial preenche essa lacuna com informações que ele acredita serem reais, apesar das evidências demonstrarem o contrário. Ele faz isso porque é levado a crer que não pode falhar; que deve ter uma resposta para todas as perguntas e que não pode dizer “Eu não sei!” ou “Eu não me lembro!” Infelizmente, com base nessas informações conflitantes, aqueles que investigam e avaliam as ações policiais tendem a imaginar que o policial está mentindo.

Outro aspecto interessante, mas pouco conhecido é que os pensamentos podem provocar o mesmo efeito seletivo ou “em túnel” que um evento crítico. Assim, um policial que está recordando algo quando confrontado por uma ameaça imediata e direta à sua vida pode desenvolver uma espécie de “atenção em túnel” voltada para os próprios pensamentos e permanecer “cego” a qualquer coisa que esteja ocorrendo fora de sua mente. Um policial ferido sem gravidade, mas que acredita que vai morrer, pode entrar em pânico em razão do pensamento infundado e perder sua capacidade de ver, ouvir e sentir. Ou um policial que está desesperadamente tentando sanar uma pane no armamento no meio de um conflito também pode ser vítima da “atenção em túnel”, permanecendo tão compenetrado na solução do problema que não consegue perceber a ação do suspeito que ocorre simultaneamente. Ele é incapaz de ver aquilo que não é objeto do seu foco de atenção no momento.

Apesar de os policiais utilizarem o termo “visão em túnel” nas ocorrências com altos níveis de estresse, medo e raiva, a realidade é que todos os seres humanos experimentam esse fenômeno em algum grau todo o tempo. Raiva e medo, obviamente, geram esse acontecimento, mas a atenção seletiva normalmente ocorre em qualquer grau emocional. Tudo o que é preciso é que o indivíduo se concentre em algo para que o afunilamento se inicie.

Cegueira não intencional é o nome dado ao processo de rejeição de alguma informação que chega de um sentido quando o foco em outra coisa é mais importante naquele momento em particular.

Tanto a audição quanto a visão em túnel integram o modo como os seres humanos operam para serem capazes de prestar atenção num ambiente inundado de estímulos e na própria mente que se preocupa com seus próprios pensamentos. Sem uma capacidade para se concentrar e focar em algo em particular, as pessoas seriam sobrecarregadas com informações sem propósito. Portanto, quanto maior o nível de estresse, maior a necessidade de concentração para se perceber informações importantes.

À medida que o estresse é baixo, você pode ter um foco flexível através de muitos sentidos e pensamentos. Isso é o que pode ser chamado de multitarefa, principalmente durante atividades rotineiras. Uma vez que você começa a apontar sua atenção para algo, rapidamente perde a capacidade de adquirir e processar qualquer outra coisa que não esteja no seu foco de atenção, até que você mude seu foco. Por exemplo, um jogador de tênis focado em rebater a bola pode demonstrar um surpreendente grau de concentração, que inclui a audição e a visão em túnel, e uma significante cegueira não intencional a qualquer coisa que esteja fora do seu plano de atenção.
No futebol, uma bola pode alcançar uma velocidade média de quase 100 km/h, podendo atingir 126 km/h, e se chutada da linha da meia lua pode alcançar o gol em 72 centésimos de segundo. Um goleiro que esteja concentrado na bola, sob estresse ou apenas durante um treino, está normalmente com sua atenção tão afunilada que é incapaz de relatar sobre qualquer coisa que esteja dentro do seu campo visual durante os 0,72 s. Normalmente isso não é importante para o goleiro e ninguém fica preocupado com isso, mas quando o mesmo fenômeno ocorre com um policial durante um conflito isso se transforma em algo da maior importância.

O processo de seleção e atenção é compreendido como sendo um procedimento cognitivo ou cerebral, mas não um processo sensorial. Por exemplo, a ciência informa que o olho parece funcionar continuamente enviando todos os dados para o cérebro, o cérebro seleciona aquilo que é necessário e ativamente rejeita ou suprime o restante dos dados (dando a impressão de uma visão em túnel). Mas é o cérebro que está trabalhando ao fazer isso – não o olho.

Apesar do nome “visão em túnel” ser bastante explicativo do ponto de vista fisiológico, ele não engloba tudo que ocorre com o policial numa situação de confronto. Assim, especialistas se referem a esse foco como ATENÇÃO SELETIVA (ou filtro mental). O mecanismo de rejeição de dados é denominado “cegueira não intencional”.

Você pode notar que a atenção seletiva não faz nenhuma referência a qualquer sentido como a visão ou a audição, e a razão é que a atenção pode ser direcionada para qualquer lugar do pensamento, do corpo ou do sentido de um indivíduo. Sob foco intenso, o policial é capaz de selecionar uma informação em um sentido ou em um pensamento, mas está cego às informações de outros sentidos ou pensamentos.

Portanto, o processo cerebral de concentração ou afunilamento (atenção seletiva e cegueira não intencional) é real para todas as pessoas, sob muitas condições, mas especialmente para os policiais envolvidos em situações extremas, como um tiroteio, uma luta ou uma perseguição. Daí a importância da paciência e do trabalho em equipe, pois um policial pode perceber aquilo que o colega não consegue “enxergar”.


Humberto Wendling é Agente Especial, Professor de Armamento e Tiro da Polícia Federal e autor dos livros Autodefesa Contra o Crime e a Violência – Um guia para civis e policiais (1ª edição) e Sobrevivência Policial – Morrer não faz parte do plano (lançamento em breve).
E-mail: humberto.wendling@gmail.com
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